segunda-feira, 20 de junho de 2016

Misturas e soluções

Experiências com soluções - misturas e soluções


Vamos brincar com misturas e soluções

  1. O que é uma mistura?: experiência 1f

  2. Homogénea ou heterogénea?: experiência 2f

  3. Ponto de saturação: experiência 3f

 

Experiência 1: O que é uma mistura?

É preciso:

- vários materiais (ex: grãos, feijões, avelãs, nozes, ...)
- 1 copo

O que fazer:

- Misturar tudo num copo
- Separar por grupos os materiais

Observações esperadas:

- Conseguem-se separar os vários componentes

Porquê:

- Por definição, uma mistura são pelo menos duas substâncias juntas, que podem ser separadas nas substâncias originais. Por podermos separar os componentes, podemos classificar a composição como uma mistura.

Informação a reter: Uma mistura é a junção de pelo menos 2 substâncias, que podem ser separadas


Experiência 2: Homogénea ou heterogénea?

É preciso:

- copos
- açúcar
- sal
- arroz
- uma especiaria (ex: pimenta, oregãos)
- colher
- água
- papel de filtro

O que fazer:

- Colocar as diferentes substâncias em copos diferentes
- Adicionar água e misturar com a colher
- Tentar separar os componentes

Observações esperadas:

- Em algumas misturas a substância "desaparece" (sal, açucar).
- Noutras misturas, a substância permanece visível (arroz, especiaria) e consegue separar-se facilmente com um papel de filtro.

Porquê:

- Ao juntar duas substâncias podem formar-se dois tipos de misturas: homogéneas e heterogéneas. Nas misturas homogéneas, a mistura parece ter só um constituinte. No caso do açúcar e do sal, eles dissolvem-e na água. Nas misturas heterogéneas, facilmente de identifica a presença de pelo menos 2 constituintes, conseguindo serem facilmente separados.

Explorar mais:

- Lançar a pergunta: "É possível separar a água do sal e do açúcar?". Após momentos de reflexão, perceber que se pode conseguir separar o sólido, por exemplo através da evaporar a água.

Informação a reter: As misturas podem ser homogéneas e heterogéneas. Na mistura homogénea, parece só haver 1 material, na mistura heterogénea, é evidente a presença de pelo menos 2 materiais diferentes.

Experiência 3: Ponto de saturação

É preciso:

- copo
- açúcar (ou sal fino)
- balança
- colher


O que fazer:

- Colocar água no copo e pesar
- Adicionar açúcar aos poucos, misturar e observar se ainda existe em suspensão
- Parar de adicionar, quando já não se consegue dissolver mais e pesar

Observações esperadas:

- Conseguem-se dissolver x gramas de açúcar em y ml de água
- Para que o cálculo seja correto, evitar derramar água

Porquê:

- O cálculo da quantidade de açúcar a dividir pela quantidade de água dá-nos o ponto de saturação do açúcar na água. Esse ponto, significa a quantidade máxima que pode existir de um soluto em determinada solução.

Explorar mais:

- Usar água quente e repetir o processo. Com água quente, é possível dissolver uma maior quantidade de açúcar. A temperatura faz aumentar o ponto de saturação.

Informação a reter: Ponto de saturação é a quantidade máxima que pode ser dissolvida de um soluto em determinada solução.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Água

Vamos brincar com água

  1. Líquido versus sólido: experiência 1

  2. O que é a difusão?: experiência 2

  3. O que é a dissolução?: experiência 3

  4. Só existem líquidos e sólidos?: experiência 4

  5. Os líquidos misturam-se sempre?: experiência 5

 

Experiência 1: Líquido versus sólido

É preciso:

- Água
- 2 recipientes (2 formas diferentes)

O que fazer:

- Pôr água num recipiente
- Passar a água para outro recipiente com forma diferente

Observações esperadas:

- A água muda de forma com o recipiente

Porquê:

- A água é um líquido. Uma das diferenças entre o estado líquido e sólido é que no estado sólido a 'forma' não varia, no estado líquido a forma adapta-se ao recipiente.

Informação a reter: Uma das diferenças entre estado sólido e líquido é a variação da forma

Experiência 2: O que é a difusão?

É preciso:

- Água
- 3 copos
- corantes alimentar
- toalhas de papel

O que fazer:

- Pôr água em 2 copos e adicionar 1 cor diferente a cada um deles
- Enrolar duas toalhas de papel
- Pôr uma das extremidades da toalha num copo com água e a outra extremidade no copo vazio

Observações esperadas:

- A água molha a toalha de papel e, passado algum tempo (30 m a 1 h), passa parte dela para o copo vazio. As duas cores misturam-se, formando uma nova cor.

Porquê:

- O papel absorve a água ela difunde através do papel, para o outro copo. Quando as duas águas com cores diferentes vão para o copo vazio dá origem a uma nova cor. A água difunde de um copo para o outro até encontrar um equilíbrio, e os copos tiverem o mesmo nível de água.

Informação a reter: A difusão é uma forma de deslocação de um material, que passa de um meio em que há excesso para outro com menos material.

Experiência 3: O que é a dissolução

É preciso:

- prato
- cubos de açúcar
- água
- corantes alimentares

O que fazer:

- Colocar um cubo de açúcar no prato e adicionar uma gota de corante
- Adicionar cuidadosamente água no fundo do prato

Observações esperadas:

- O cubo de açúcar vai 'desaparecendo' e a cor vai-se espalhando pelo prato

Porquê:

- Ao entrar em contacto com a água, o açúcar vai-se misturar com ela, dividindo-se em pedaços muito pequenos, formando uma solução homogénea. Ao mesmo tempo, a solução de açúcar vai-se difundir por todo o prato, misturando com a água simples, até que todo o prato esteja coberto com a solução açucarada, com igual concentração.

Explorar mais:

- Pode-se explorar a dissolução e difusão com outros sólidos (ex: sal) e outros líquidos (ex: óleo) para verificar se a dissolução existem em todos os líquidos e como se processa a velocidade da difusão.

Informação a reter: Os sólidos podem misturar com líquidos formando solução homogéneas (processo de dissolução). A difusão é a passagem de uma solução de um meio mais concentrado para outro com menor concentração até ser encontrado um equilíbrio.

Experiência 4: Só existem líquidos e sólidos?

É preciso:

- água
- amido de milho
- corante alimentar
- colher


O que fazer:

- Enche o prato com duas colheres de amido de milho
- Deita um pouco de água para dentro do prato muito devagar, depois começa a mexer com a mão
- Junta algumas gotas de corante alimentar, mas continua a mexer (sem pausas)
- Pega em alguma gosma e depois volta a mete-la no prato. Ela mantém-se na mesma posição? Escorrega por entre os dedos?
- Mete a tua na gosma aperte-a depois deixa-a escorrer no prato. É sólida ou líquida?

Observações esperadas:

- A gosma é sólida e líquida

Porquê:

- Isto acontece, pois o amido de milho não se dissolve totalmente na água, forma um colóide. Também se podem encontrar mais colóides na cozinha, por exemplo o ketchup, leite creme, natas batidas, manteiga ou a maionese.

Informação a reter: Existem outra formas físicas para além do estado sólido, líquido ou gasoso.

Experiência 5: Os líquidos misturam-se sempre?

Ver experiências 1 e 3 desta secção

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cor


Experiências coloridas - cor


Vamos brincar com as cores

  1. Preto é preto?: experiência 1

  2. Caminhos coloridos: experiência 2

  3. Flores coloridas: experiência 3

 

Experiência 1: Preto é preto?

É preciso:

- 1 marcador preto
- 1 copo
- papel de filtro
- água

O que fazer:

- Pintar um cículo no papel de filtro
- Pôr água (pouca) no fundo do copo

- Colocar o papel de filtro no copo, de modo que uma extremidade toque ligeiramente no fundo
 

Observações esperadas:

- A cor espalha-se pelo papel, à medida que a água é absorvida, aparecendo várias cores

Porquê:

- O preto é uma mistura de cores. Ao pormos o papel na água, ela é absorvida e, por capilaridade, transportada através do papel. Quando atinge a zona da bola preta, dissolve a tinta e transporta-a através do papel, separando as componentes da tinta preta. Esta técnica de separação chama-se cromatografia, e é usada para separar e purificar materiais.

Informação a reter: O preto é composto por várias cores
 

Experiência 2: Caminhos coloridos?

É preciso:

- prato
- cubos de açúcar
- água
- corantes alimentares
- leite (extra)
- detergente (extra)

O que fazer:

- Colocar um cubo de açúcar no prato e adicionar uma gota de corante
- Adicionar cuidadosamente água no fundo do prato
- Colocar 3 cubos de açúcar em afastados extremos do prato e adicionar um gota de corantes diferentes
- Adicionar água no fundo do prato
- Fazer a mesma coisa usando leite em vez de água (extra)

Observações esperadas:

- O cubo de açúcar vai 'desaparecendo' e a côr vai-se espalhando pelo prato
- No prato com 3 cores diferentes, elas vão-se espalhado e, após algum tempo, começam a misturar-se formando outras cores

Porquê:

- Ao entrar em contacto com a água, o açúcar vai-se misturar com ela, dividindo-se em pedaços muito pequenos, formando uma solução homogénea. Ao mesmo tempo, a solução de açúcar vai-se difundir por todo o prato, misturando com a água simples, até que todo o prato esteja coberto com a solução açucarada, com igual concentração. No prato com leite, também se observa a dissolução e difusão, mais lenta, do açúcar. Quando as cores se encontram, misturam-se, criando novas cores, até que toda a solução fica de uma única cor.

Explorar mais:

- Pode-se explorar a dissolução e difusão com outros sólidos (ex: sal) e outros líquidos (ex: óleo) para verificar se a dissolução existem em todos os líquidos e como se processa a velocidade da difusão.

Informação a reter: Os sólidos podem misturar com líquidos formando solução homogéneas (processo de dissolução). Cores misturadas dão outras cores.

Experiência 3: Flores coloridas

É preciso:

- Flores brancas (ex: margarida, cravo, dália)
- corante alimentar
- água
- copo

O que fazer:

- Cortar uma pernada de uma flor, e fazer um rasgo vertical no pé da flor

- Pôr água no copo e adicionar umas gotas de corante alimentar
 

Observações esperadas:

- Ao fim de um dia, algumas pétalas da flor começam a ganhar a mesma cor da água colorida
- As pétalas coloridas vão aumentando com o passar dos dias
 

Porquê:

- As flores absorvem a água através do caule, que difunde por toda a planta até chegar às pétalas. Esta experiência ajuda a demonstrar que as flores precisam de água e a forma como é utilizada (primeiro absorvida e depois difundida por toda a planta) 

Informação a reter: As plantas precisam de água que é absorvida e difundida por toda a planta

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Materiais/Matemática/Economia

Materiais/Matemática/Economia


Como criar um negócio de sabonetes?


  1. O quê, como e a quem?: experiência 1

  2. Vamos fazer sabonetes!: experiência 2

  3. Quanto custam?: experiência 3


Experiência 1: O quê, como e a quem?


É preciso:
- Quadro
- Grupo de pessoas
O que fazer:
- Criar uma discussão de planeamento sobre os seguintes tópicos:
- Quem são os clientes?
- Porquê é que os clientes vão comprar o nosso produto?
- Quanto é que os clientes estão dispostos a pagar pelo nosso produto?
- Quantos é que vamos vender?
- Definir tipo de relacionamento que se vai estabelecer com os clientes (vamos vender 1 vez, muitas vezes, venda pessoal, venda técnica ...)
- Definir o processo de venda e entrega do produto (de mão em mão, pelo correio, numa loja, etc...)
- Definir as várias componentes da produção: recursos fixos (espaço, máquinas, equipamento, pessoal, etc), recursos variáveis (materiais de produção), partners (fornecedores, consultores, distribuidores, amigos...)
- Fazer uma estimativa de vendas e custo global de produção para uma quantidade definida prevista de vendas

Observações esperadas:
- São tomadas decisões sobre que tipo de produto se vai fazer, quais os potenciais clientes, qual a melhor forma de vender

Porquê:
- Esta discussão é um plano estratégico, um plano de negócios, que permite perceber o potencial do produto, qual o lucro esperado e se vale a pena fazer o negócio.


Informação a reter: Noção básica de uma estratégia de negócio

Experiência 2: Vamos fazer sabonetes!

É preciso:
- Corante alimentar
- Aromantizante (ex: baunilha, óleo amêndoas doces, ...)
- Glicerina sólida (compra-se em drogarias)
- Recipiente

- Formas de silicone de cubos de gelo ou de bolos pequenos
- Placa de aquecimento
- Colher de pau
O que fazer:

- Aquecer a glicerina
- Quando a glicerina estiver derretida, retirar o aquecimento, adicionar o corante alimentar e o aroma, mexendo bem
- Verter a glicerina para as formas e deixar arrefecer
-Após o arrefecimento (30m a umas horas, depende do tamanho das formas), desenformar
Observações esperadas:
- A glicerina arrefecida mantém a forma equivalente ao molde utilizado, com a côr do corante e o aroma
Porquê:
- Os sólidos não têm a capacidade de mudar de forma. Ao aquecer a glicerina, ela passou para o estado líquido, e os líquidos têm forma variável. A glicerina líquida moldou-se à forma e, ao arrefecer, passou novamente para o estado sólido, preservando a forma do molde. Este processo de transformação física dos estados da matéria é muito utilizado em processo industriais. A função do corante é dar côr e a do aroma é dar cheiro.

Informação a reter: Noção de processos de transformação baseados nas mudanças do estado da matéria

Experiência 3: Quanto custam?

É preciso:
- Preços dos produtos utilizados na produção de sabonetes
- Dinheiro conseguido da venda dos sabonetes
O que fazer:
- Calcular o custo de produção dos sabonetes
- Calcular o lucro da venda dos sabonetes
- Comparar os lucros de venda real com a projetada
Um pouco mais longe:
- Fazer exercícios para calcular o impacto no lucro caso se vendam mais ou menos sabonetes, se forem mais caros ou baratos, etc...
Porquê:
- Uma estratégia de vendas baseada num preço barato implica que mais sabonetes sejam vendidos. Se não há mercado para muitas vendas ou é difícil vender muito, é preciso pensar em estratégias para conseguir diferenciar o produto e, com base nessa diferença, poder vende-lo mais caro.

Informação a reter: Noção  básica de benefício (lucro)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Materiais - Propriedades

Materiais- Propriedades


A importância dos materiais

  1. Algumas propriedades: experiência 1

  2. 1+1 = 2 propriedades juntas: experiência 2

  3. 1+1 = 1 propriedade nova: experiência 3

  4. A importância da forma: experiência 4


Experiência 1: Algumas propriedades


É preciso:
- 1 isqueiro
- Pilha 9 V
- Crocodilos
- Lâmpada

- Íman
- Seleção de vários materiais (ex: papel, parafuso, vidro, madeira, fio metálico, cortiça, plástico rígido, plástico fléxivel, pedra, grafite, esferovite, elástico, etc...)
O que fazer:   
- Numa pequena introduçāo, falar da importância dos materiais, de vários tipos de materiais e da escolha dos materiais depender das suas propriedades.
- Explorar as diferentes propriedades dos materiais reunidos, usando uma tabela. Algumas propriedades que podem ser exploradas são: transparência, flexibilidade, elasticidade, condutividade elétrica, condutividade térmica (capacidade de transmitir calor), magnetismo, etc...
- Para montar o circuito eléctrico: ligar 2 crocodilos à pilha, ligar um dos crocodilos à lâmpada e um outro crocodilo à lâmpada. Testar a condutividade de um material ligando os crocodilos ao material. Quando acende a lâmpada, é condutor eléctrico. Na figura está o exemplo da grafite.

- Usar o iman para testar o magnetismo. Quando é atraído pelo imán, tem propriedades magnéticas.
- Usar o isqueiro para testar a condutividade térmica: aquecer o material com o isqueiro, evitando queimar, retirar rápidamente o aquecimento, tocar para sentir se o material aqueceu muito ou não. Se aquece muito, é um bom condutor térmico.
Observações esperadas:
- Os materiais apresentam todos propriedades diferentes. Exemplos de materiais condutores elétricos (metais, grafite). Exemplos de materiais magnéticos (metais). Exemplos de bons condutores térmicos (metais, grafite, alguns plásticos, vidro), maus condutores térmicos (madeira, alguns plásticos, papel, esferovite, téxteis). Não confundir a combustibilidade (capacidade de arder) com condutividade térmica (capacidade de conduzir calor)!!! Por exemplo, os metais são bons condutores térmicos, mas não são combustíveis.
Porquê:
- Há muitos materiais diferentes, que podem ter origem na natureza (ex: madeira) ou serem de origem humana (ex: plásticos). Há mais de 300.000 materiais diferentes e todos os dias novos materiais são criado. Algumas categorias gerais onde muitos materiais pertencem são: metais, cerâmicas, semicondutores, polímeros, compositos, biomateriais. Com base nas propriedades dos materiais, eles são escolhidos para objectos com determinadas funções. Por exemplo: os fios eléctricos são feitos de metais porque são bons condutores elétricos. Os metais também são escolhidos para tachos, porque são bons condutores térmicos, assim como o vidro. O vidro é escolhido para as janelas porque é transparente. Pode-se fazer um pequeno debate procurando identificar quais as propriedades que levaram a que determinados materiais tenham sido escolhidos, em vez de outros.

Informação a reter: Os materiais têm diferentes propriedades e não há nenhum material que tenha todas as propriedades. Os materiais são escolhidos para diferentes aplicações/objectos com base nas suas propriedades.


Experiência 2: 1+1 = 2 propriedades juntas


É preciso:
- Tesoura
- Palha de aço fina (sem sabão)
- Óleo para bébé
- Frasco com tampa metálica

- Água 
- Íman 
O que fazer: 
- Pôr um pedaço de palha de aço no frasco, tapar, aproximar íman. Retirar palha de aço
- Pôr água no frasco, tapar e aproximar íman.
- Juntar pedaço de palha de aço à água, tapar e aproximar íman. Retirar tudo
- Pôr um pouco de óleo no frasco.
- Cortar a palha de aço em pedaços muito pequenos (o mais pequenos possíveis) para o frasco, tapar e aproximar íman.
Observações esperadas: 
- A palha de aço mexe-se no frasco, sem mudar de forma e é atraída pela íman
- A água muda de forma e ajusta-se à forma do frasco, mas não é atraída pelo íman
- A água mais a palha de aço não altera o comportamento dos 2 materiais (a água muda de forma, mas não é atraida pelo íman, e a palha de aço não muda de forma e é atraída pelo íman)
- O óleo mais a palha de aço fininha formam uma 'pasta' que muda de forma como os líquidos e é atraída pelo íman. Se a palha de aço não foi cortada muito fininha, forma-se uma 'bola' e esta observação não de verifica.
Porquê: 
- As pequenas partículas de palha de aço ficam em suspensaõ no óleo, criando uma emulsão. Cria-se um novo material que combina algumas propriedades do óleo e da palha de aço. Um fluido magnético (um ferrofluido) foi criado pela NASA para conseguir os combustíveis no espaço, onde não há gravidade. Na Terra, os ferrofluidos são usados em computadores e máquinas de raios-X, suspensos entre as partes eletrónicas para que não entre pó e danifique o equipamento. Nos leitores de CD e DVD são usados para controlar as vibrações e evitar que se salte partes da leitura. Alguns cientistas acham que alguns pássaros e borboletas têm um fluido magnético que os ajuda a orientar durante as migrações.

Informação a reter: É possível criar um novo material, juntando 2 materiais com propriedades diferentes


Experiência 3: 1+1 = 1 propriedade nova


É preciso:
- Corante alimentar
- Cola líquida branca (ex: cola branca UHA Young Creative arts & crafts)
- Borato de sódio ("Borax", compra-se numa drogaria)
- 2 Frascos

- Água
- Espátula para misturar 
O que fazer:
- Num dos frascos pôr água com borato de sódio. Agitar e adicionar borato até não se conseguir dissolver mais (solução saturada).
- Pôr um pouco da cola no outro frasco.
- Juntar umas gotas de corante e misturar.
- Juntar um pouco da solução de borato de sódio à cola e mexer.

Observações esperadas: 
- A cola é um líquido viscoso, enquanto que a solução de borato de sódio é um líquido.
- Ao juntar-se os dois, formam um sólido, maleável, moldável, elástico e que salta.
Porquê: 
- Ao adicionar-se o borato de sódio dá-se uma reacção química (uma polimerização), e forma-se um novo material com propriedades diferentes. Numa polimerização, as moléculas vão-se 'juntando' e formando cadeias compridas de moléculas (pode-se exemplificar fazendo uma cadeia de clips), chamadas polímeros. Existem muitos polímeros (plásticos) diferentes (ex: garrafas, sacos, roupas, borrachas, etc.).

Informação a reter: Juntando 2 materiais é possível criar outro material com propriedades diferentes


Experiência 4: A importância da forma


É preciso:
- Tesoura
- 2 copos
- Cartolina
- Fita cola

- Pequenos objectos
O que fazer: 
- Construir uma ponte com um pedaço de cartão e 2 copos. Pôr objectos na 'ponte' até ela cair.
Construir uma ponte com dois pedaços de cartão, em que a ponte é arqueada e fechada com fita     cola. Pôr objectos na 'ponte' até ela cair.
Construir uma ponte com 2 folhas de cartão. Pôr objectos na 'ponte' até ela cair.
Construir uma ponte com um pedaço de cartão, dobrado em forma de leque. Pôr objectos na 'ponte' até ela cair..





Observações esperadas: 
- As 'pontes' têm resistências diferentes. A mais simples é a que aguenta menos peso e a mais forte é a ponte em serpentina
Porquê: 
- Apesar de todas as pontes serem feitas do mesmo material, a sua resistência não depende só de que material é feito, mas também da sua forma. Ao dobrarmos a cartolina em serpentina, a ponte fica com vários pontos de apoio, e o peso que é colocado em cima é 'dividido'. 

Informação a reter: A forma do material também pode alterar as suas propriedades

segunda-feira, 19 de maio de 2014

5 sentidos -visão

5 sentidos - visão


Visão mágica

  1. De pernas para o ar: experiência 1

  2. Enganar os olhos: experiência 2

  3. Visão aumentada: experiência 3

  4. Mais pequeno: experiência 4

Experiência 1: De pernas para o ar

É preciso:

- 1 caixa de sapatos
- lápis
- régua
- tesoura
- folha de papel vegetal
- papel de alumínio
- fita cola

O que fazer:

- Num dos lados mais pequenos da caixa, desenhar um retângulo e cortar
- No outro lado, traçar 2 diagonais e furar o ponto de intersecção (meio)
- Cortar folha de papel e fixa-la com fita cola sobre a parte cortada (bem esticada)

- Pôr a tampa e envolver a extremidade da caixa com a folha de papel vegetal com papel de alumínio
- Direcionar a caixa (o lado do furo pequeno) em direção a um objeto bem iluminado (tem que haver um grande contraste de luz, ex: uma sala às escuras com a TV ligada)

Observações esperadas:

- A imagem aparece no papel invertida

Porquê:

-Os raios luminosos deslocam-se em linha reta. Os raios luminosos da parte superior da imagem, passam pelo orifício e chegam à parte inferior da caixa, e o raios luminosos da parte inferior atingem a parte superior do papel. O mesmo acontece nos nosso olhos, os raios luminosos passam pela pupila do olho, são 'desviados' pelo cristalino e chegam à retina invertidos. É o cérebro que 'corrige' a imagem

Informação a reter: As imagens recolhidas pelos olhos estão invertidas, e a informação é corrigida pelo cérebro

 

Experiência 2: Enganar os olhos

É preciso:

- Folha de papel

O que fazer:

- Enrolar o papel em forma de tubo
- Segurar com uma mão e olhar através dele com um olho
- Manter os 2 olhos abertos
- Erger a outra mão perto da extremidade do tubo e aproximar lentamente em direção à cara

Observações esperadas:

- Parece que a mão tem um buraco através do qual de vê a paisagem

Porquê:

- Os dois olhos estão separados por alguns centímetros o que faz com que vejas imagens diferentes. O cérebro junta a informação reunida pelos 2 olhos e unifica-a numa imagem. Quando os 2 olhos olham para a mesma coisa, tudo funciona bem, mas ao usarmos o tubo, forçamos os olhos a ver coisas diferentes, que são conjadas pelo cérebro de forma a que parece que podemos ver através da mão

Informação a reter: Os olhos reunem imagens diferentes que são juntas pelo cérebro

Experiência 3: Visão aumentada

É preciso:

- Frasco de vidro vazio e com tampa
- Água

O que fazer:

- Encher o frasco com água até ao cimo
- Fechar com a tapa (o frasco deve estar completamente cheio, sem bolhas de ar)
- Segurar no frasco deitado e olhar através dele para uma palavra minúscula (mover o frasco para encontrar a melhor posição)
- Pôr o frasco de pé e olhar para uma palavra ou imagem através do frasco. De seguida, olhar com o frasco deitado

Observações esperadas:

-Aumenta a palavra

Porquê:

-O frasco atua como uma lupa de água, como uma lente que altera a direção dos raios de luz que passam por ela, deixando uma espaço maior na retina (parte de trás do olho). Isso faz com que os objectos pareçam maiores. Como frasco é curvo apenas numa direção, só nessa direção é que há um aumento da imagem
Informação a reter: Uma superfície curva faz divergir os raios de luz, transmitindo a sensação de ampliação

 

Experiência 4: Mais pequeno

É preciso:

- Pedaço de cartão
- Alfinete

O que fazer:

- Furar o cartão com o alfinete, fazendo um buraco minúsculo
- Espreitar com um oho pelo orifício a uma distância em que tenha dificuldade em ler, mantendo o outro olho fechado

Observações esperadas:

-As imagens tornam-se mais nítidas (sobretudo se for míope)

Porquê:

- Para que uma imagem seja nítida,os raios têm que se concentrar num único ponto na retina. Quando os olhos não têm uma forma perfeita, como na miopia  ou estigmatismo, os raios dispersam e a imagem fica desfocada. Ao olhar por um orifício mínimo, feixe de luz que entra no olho é grandemente reduzido, e a imagem torna-se mais focada

Informação a reter: A miopia e o estigmatismo são doenças que mudam a forma do olho e fazem dispersar os raios de luz e as imagens ficam desfocadas

sexta-feira, 2 de maio de 2014

5 sentidos - audição

5 sentidos - audição


Vamos escutar

  1. De onde vem o som?: experiência 1

  2. Ouves ruídos estranhos?: experiência 2

 

Experiência 1: De onde vem o som?

É preciso:

- 2 funis
- Tubos de plástico que se ajustem aos bicos dos funis
- 1 amigo

O que fazer:

- Cortar 2 bocados iguais de tubo
- Encaixa uma das extremidades de cada tubo num funil
- Ajustar cada tubo a uma orelha, de forma a que o tubo fique dentro do ouvido
- Colocar uma fonte de som (alguém a sussurar, um rádio, ...) pelas costas, direcionar os funis para a frente
- Redirecionar os funis na direção do som
- Enquanto a outra pessoa se movimenta pelas costas de quem tem os funis, sussurando, tentar movimentar os funis para perceber a direção do som

Observações esperadas:

- Ouve-se melhor o som quando se orienta os funis na sua direção

Porquê:

- As nossa orelhas salientes são capazes de captar sons vindos de diferentes direções. As aves, por exemplo, que não têm 'orelhas' precisam virar e inclinar a cabeça para perceber de onde vem o som. Os animais que dependem mais da audição do que os homens têm orelhas que podem fazer movimentos giratórios (ex: cão), para 'sintonizar' melhor o som, como quando se direciona os funis

 Explorar:

- Cortar 2 tubos mais compridos, que cheguem de uma orelha à outra e encaixar os funis.
- Pôr as extremidades dos tubos nas orelhas e cruzar os tubos na cabeça para que o funil fique no lado oposto à orelha a que está ligado (se for preciso segurar melhor atar os tubos)

- Andar pela casa, com barulhos e com as orelhas 'trocadas', e tentar perceber a direção dos sons (o som vai-se ouvir com direções 'trocadas')
Informação a reter: As nossa orelhas recebem sons de várias direções e são capazes de identificar de onde vêem
 

Experiência 2: Ouves ruídos estranhos?

É preciso:

- Cordel
- Cabide de metal

O que fazer:

- Cortar 2 pedaços de cordel que chegem da cintura aos ouvidos
- Atar cada cordel a um extremo do cabide
- Bater com o cabide em objetos, segurando nos cordéis
- Segurar os cordéis junto às orelhas e bater nos mesmos objetos

Observações esperadas:

- Ao bater no objetos com os cordéis junto às orelhas ouve-se um som bastante diferente, com mais vibrações

Porquê:

- Ao bater com o cabide num objeto, ele vibra, e estas vibrações produzem uma 'onda' que se espalha no ar. Estas ondas viajam até chegar ao ouvido, atigem o tímpano, fazendo-o vibrar. O cérebro identifica estas vibrações como sons. As ondas também se deslocam por outros meios, como o cordel. As deslocações em meios diferentes fazem com que 'ondas' diferentes chegem ao timpano, produzindo sons diferentes

Explorar mais:

- Bater com o cabide com diferentes extensões de cordel => o som vai variar porque o 'percurso' precorrido pelas ondas é de tamanho diferente. Este é o fundamento dos instrumentos de corda, como a viola ou o violino, em que a alteração do comprimento da corda produz um som mais grave ou mais agudo

Informação a reter: O som propaga-se por ondas que chegam ao tímpano (no ouvido) para serem convertidas em sons pelo cérebro